quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Crise na Indústria Brasileira

Crise da indústria afeta 70% dos produtos, segundo IBGE 02/04/2015 02h00 Compartilhar664 Ouvir o texto Mais opções PUBLICIDADE A crise da indústria tem se ampliado. A produção caiu em sete a cada dez produtos pesquisados em fevereiro na comparação com o mesmo mês de 2014. O chamado índice de difusão (70,2% dos 805 itens pesquisados tiveram queda) é o maior desde 2013, quando o IBGE passou a calculá-lo. Houve retração em 24 dos 26 setores pesquisados. A indústria caiu 9,1% frente a fevereiro de 2014 –maior queda desde julho de 2009, em meio à crise global. Na comparação com janeiro, recuou 0,9%. Em 12 meses, acumula queda de 4,5%. O "efeito calendário", em que o Carnaval reduziu em dois dias úteis o mês de fevereiro em relação ao ano passado, tornou os dados "um pouco mais negativos". A trajetória é "claramente declinante" e intensificada desde setembro, segundo André Macedo, gerente da pesquisa de indústria do IBGE. Houve também uma forte revisão do índice de janeiro –de alta de 2% para 0,3%. A indústria sofre com estoques altos, crédito mais seletivo, juros mais altos, consumo enfraquecido por inflação e desemprego em alta. Editoria de arte/Folhapress ANO DIFÍCIL "A queda de atividade da economia é clara, e a indústria ilustra essa tendência, que se intensificou neste primeiro trimestre, quando o PIB terá um resultado negativo", disse Vinícius Botelho, economista da FGV. Ele estima uma retração de até 0,5% de janeiro a março. Com o resultado de fevereiro da indústria e a previsão de uma nova queda em março, o Bradesco projeta uma retração de 0,7%. O banco, em relatório, afirma que "ajustes em importantes cadeias, como construção e óleo e gás, deverão também limitar o desempenho da indústria neste ano". Ou seja, os reflexos da Operação Lava-Jato vão afetar o setor, que deve fechar 2015 com uma queda na faixa de 2,5% a 3%. Para Rafael Bacciotti, analista da Tendências Consultoria, a crise da indústria cada vez mais disseminada entre setores e produtos revela uma freada compatível com a recessão econômica esperada para 2014.

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